Menu em QR code: tamanho, colocação e impressão
Que tamanho deve ter o QR code de um menu, onde fica na mesa, que materiais aguentam o serviço e as definições de impressão que impedem a leitura à primeira.
Um QR code que demora três tentativas a ser lido custa-lhe mais do que um empregado lento. O cliente já decidiu que o seu espaço é complicado antes de ter lido um único prato.
Quase todas as falhas de leitura vêm de um punhado de erros físicos. Aqui ficam, com números.
Tamanho
Mínimo 2 × 2 cm para um código lido do outro lado da mesa.
A regra útil é a proporção 10:1 — o código deve ter pelo menos um décimo da distância de leitura. Lido a 40 cm? O código precisa de pelo menos 4 cm. Na prática:
| Colocação | Distância típica | Tamanho mínimo |
|---|---|---|
| Expositor de mesa | 30–40 cm | 3 × 3 cm |
| Impresso no menu | 25–30 cm | 2,5 × 2,5 cm |
| Cartaz de parede | 1–2 m | 12 × 12 cm |
| Montra, lido de fora | 2–3 m | 20 × 20 cm |
| Cavalete no passeio | 1,5–2 m | 15 × 15 cm |
Na dúvida, maior. Nunca ninguém se queixou de um QR code ser demasiado fácil de ler.
A zona de silêncio
A margem branca à volta do código não é decoração. Os leitores usam-na para encontrar onde o padrão começa e acaba. A norma pede quatro módulos de espaço livre — sendo um módulo um daqueles quadradinhos —, o que dá mais ou menos a largura de um bloco quadrado de cada lado.
Esta é a falha mais comum. Um designer recebe um QR code, vê espaço vazio à volta e aperta a paginação: uma moldura encostada à margem, um logótipo enfiado no canto, uma fotografia de fundo a passar por baixo.
Deixe a margem. Se a sua paginação não a comporta, o código está no sítio errado.
Contraste e cor
- Padrão escuro sobre fundo claro. Sempre.
- Nunca inverta. Claro sobre escuro funciona em algumas câmaras e falha noutras, e só descobre em quais durante o serviço.
- As cores da marca servem se forem suficientemente escuras. Um verde profundo ou um azul-marinho sobre branco lê-se bem. Um pastel não.
- Sem gradientes sobre o padrão, e sem imagem de fundo por baixo.
Se quer que o código combine com a marca, dê cor à moldura à volta, não ao código.
Materiais e acabamento
- Mate, não brilhante. A plastificação brilhante devolve a luz do teto diretamente à câmara. Num espaço com pouca luz e focos fortes — ou seja, quase todos — é exatamente a propriedade ótica errada.
- Plastifique ou sele tudo o que vive numa mesa. Os expositores encontram condensação, gordura e spray de limpeza. Um código gasto deixa de ler.
- Evite superfícies curvas. Um código enrolado numa garrafa ou num expositor redondo deforma o padrão. Só superfícies planas.
- Imprima a 300 DPI no mínimo. Um código ampliado a partir de uma exportação de baixa resolução fica com contornos moles, e contornos moles são precisamente o que dificulta a vida a uma câmara.
Teste a peça impressa, não o ficheiro. O ganho de ponto em cartolina não revestida engrossa os módulos escuros e pode fechar os espaços de um padrão denso.
Colocação
Onde o código está conta tanto como o aspeto que tem.
- Um por mesa, na vertical. Um código deitado na mesa obriga o cliente a inclinar-se, e a própria cabeça faz-lhe sombra.
- Ao alcance do braço de quem está sentado. Não do outro lado de uma mesa de seis.
- Longe da vela e das flores. Tudo o que se mexe acaba por ir parar em cima.
- Pense na montra se trabalha com quem passa. Um menu legível do passeio converte gente que não teria entrado.
- Não só na pasta da conta. A essa altura já pediram.
Imprima sempre uma alternativa
Por baixo do código, imprima a morada curta em texto legível:
Leia o código para ver o nosso menu — ou visite survenix.com/m/a-sua-morada
Isto não lhe custa nada e cobre casos reais: uma lente rachada, um telemóvel demasiado antigo para ler nativamente, um cliente que desativou a câmara, um código riscado.
E as palavras contam. Um QR code nu, sem legenda, numa mesa de restaurante é ambíguo — a sinalização de parques e as multas ensinaram as pessoas a desconfiar. «Leia o código para ver o nosso menu» tira a hesitação e sobe a taxa de leitura de forma mensurável.
Teste como deve ser antes da tiragem
Não no seu telemóvel. Teste em:
- Um Android antigo, de há três ou quatro anos.
- Um iPhone, diretamente da aplicação da câmara.
- Com a iluminação real da sua sala, à noite. É o teste que toda a gente salta e o que interessa.
- De lado, não de frente.
- Com o código impresso, não no ecrã.
Se algum deles demorar mais de dois segundos, aumente o código antes de fechar a tiragem.
O ponto que sobrevive a todos os outros
Tudo isto é sobre um código ler de forma fiável. Nada disto ajuda se o código tiver de ser substituído sempre que o menu muda.
Imprima um QR code dinâmico para o padrão continuar válido enquanto o menu por trás muda. Acerte nos detalhes físicos uma vez, imprima uma vez, e não volte a pensar nisso.
Lista rápida
- Pelo menos 2 × 2 cm, dimensionado pela regra 10:1 para a distância
- Quatro módulos de zona de silêncio, sem nada a invadir
- Padrão escuro, fundo claro, sem inversão
- Acabamento mate, 300 DPI, superfície plana
- Na vertical sobre a mesa, ao alcance
- «Leia o código para ver o nosso menu» e um URL escrevível por baixo
- Testado num telemóvel antigo, com luz de noite, na peça impressa
- Código dinâmico, para esta ser a última vez que o imprime
Survenix dá-lhe um QR code pronto a imprimir na resolução certa e com a zona de silêncio certa, a apontar para uma ligação permanente. Mude o menu as vezes que quiser — o código impresso continua válido. Comece um teste gratuito de 7 dias.
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